Os eleitos na onda 17 em Santa Catarina nunca tiveram uma boa convivência, pelo contrário, o fogo amigo sempre foi mais pesado que os ataques dos adversários. O próprio deputado Ricardo Alba, de Blumenau, o mais votado em 2018 para a Assembleia Legislativa, foi vítima de críticas de colegas parlamentares do PSL, chegando a ser taxado de “traidor” em evento realizado no sul do Estado com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Os ataques partem da ala mais ideológica, vinculada a extrema direita, em especial dos deputados estaduais Jessé Lopes e Ana Caroline Campagnolo.
Ana Campagnolo não deu trégua nem para a vice Daniela Reinehr (sem partido) na interinidade dela no governo durante o afastamento do titular no processo de impeachment.
Ainda na sexta-feira, poucas horas depois da votação do Tribunal Especial do Julgamento que decidiu pela recondução de Moisés ao Governo, ela fez uma postagem desancando os dois, mas em especial Daniela. Chamou a vice-governadora de “a figura política mais insípida do estado” e que ela veio “para nada”.
E deu um recado para os conservadores, seu público alvo, se colocando em um pedestal mais elevado. “Não tenho espaço pra modéstia, sou a liderança conservadora mais conhecida do estado catarinense e, mais uma vez, provei meu valor nesta que foi, infelizmente, uma luta perdida.”
Para finalizar: “ouçam quem prova seu valor com a passagem do tempo e não quem é estrelinha repentina.”
Portanto, já temos a Rainha dos Conservadores de Santa Catarina.
A soberba precede a ruína
Podem botar todos na conserva e esquecer na prateleira.
Estamos diante da rainha presunçosa, vaidosa e extremista, de um reinado fugaz, fadado ao lixo da história!